No atual contexto de expansão da Universidade Federal da Bahia é necessário fazer uma avaliação diferenciada acerca das condições de Assistência Estudantil. Após implantação do Sistema de Cotas na UFBA, com aumento na democratização do acesso, o perfil do estudante que adentra a Universidade mudou, necessitando maior investimento para atender à maior demanda apresentada.
A discussão de Assistência estudantil nunca deve ser dissociada com a de Cotas, pois ambas contribuem com a não elitização do acesso ao conhecimento. Hoje sabemos que não basta o estudante entrar na Universidade que terá sua formação profissional garantida. Estudando na UFBA ainda estão pobres e ricos, filhos de doutores e filhos de analfabetos. Mas o conjunto de políticas que poderia tornar democrática a passagem desses estudantes pela Universidade, ou seja, colocá-los em pé de igualdade para progredir em seus estudos, não está na prioridade orçamentária dos dirigentes dessa Universidade.
Reconhecemos o avanço da implementação da PROAE em 2006 a partir da mobilização do movimento estudantil, porém é necessário potencializar a sua capacidade de articulação e de movimentação político-administrativa.
Nas diversas situações onde precisamos ocupar a Reitoria quando o teto da residência Universitária 3 caiu ou quando a tubulação de água da Residência 1 estourou, e até mesmo quando pressionávamos a Reitoria pela abertura do RU Ondina sempre ecoava o discurso do “é melhor do que nada” por parte da administração Central. Diziam-nos que o que tínhamos era o necessário para permanecer na Universidade e que havia muitos estudantes morando na periferia ou vindos do interior que não tinham nenhum auxílio ou bolsa, e que os que tinham algum benefício deveriam “levantar as mãos ao céu e agradecer”. Essa política reducionista permeou durante muitos anos na UFBA, justificado também pela dificuldade de mobilização do Movimento Estudantil nesse período.
Outra argumentação utilizada pela Pró-reitoria de Assistência Estudantil (PROAE) era a inexistência de recursos financeiros sempre que propúnhamos a melhoria nas condições de permanência, por exemplo: construção de mais Residências Universitárias, abertura do Restaurante Universitário com pontos de distribuição nos campus da UFBA, reimplantação do BUSUFBA, revitalização da creche, entre outros. Acontece que nossas reivindicações sempre foram as mesmas durante muitos anos e sempre o orçamento destinado a Assistência Estudantil foi ínfimo comparado com a demanda dos estudantes.
Por isso, nós da chapa “Primavera nos dentes” entendemos a necessidade de se garantir no orçamento da Universidade Federal da Bahia o valor de 15% para Assistência Estudantil, de modo que esse valor seja fixo e possa atender essa demanda crescente devido à expansão da Universidade. Cobraremos da nova gestão da Reitoria que coloquem a Assistência Estudantil como prioridade, se dispondo a dialogar com o Movimento Estudantil sobre suas reais necessidades e inovar quanto a criação de uma Residência Universitária para pós-graduação, auxílio transporte para estudantes dos bairros periféricos e divulgar de forma clara e abrangente os serviços e bolsas oferecidos pela PROAE, entre outras ações.
Nos referenciamos para defesa dos 15% para Assistência Estudantil no modelo da Universidade Federal de Santa Maria-RS, a qual destina cerca de 28% de seu orçamento para atender estudantes com vulnerabilidade socioeconômica, sendo considerada modelo nacional em Assistência. O estudante não quer participar de lutas onde a todo momento são “atiradas palavras ao vento”, lançando propostas sem possibilidades reais e sim se baseiam em situações concretas às quais suas condições sociais de vida estão sujeitas.
No intuito de propor de forma elaborada projetos e novas alternativas, defendemos de construir o FÓRUM DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL. Esse Fórum deve ter a capacidade de planejar as ações da PROAE e atuar de forma institucionalizada de modo a garantir que as formulações desse espaço sejam realmente efetivadas. Temos consciência que isso só será possível a partir da intervenção organizada de nós estudantes, para assim conseguirmos tirar muitas das deliberações do “papel”. Fazemos um chamado na construção de uma Política de Assistência Estudantil de Verdade para UFBA.
A discussão de Assistência estudantil nunca deve ser dissociada com a de Cotas, pois ambas contribuem com a não elitização do acesso ao conhecimento. Hoje sabemos que não basta o estudante entrar na Universidade que terá sua formação profissional garantida. Estudando na UFBA ainda estão pobres e ricos, filhos de doutores e filhos de analfabetos. Mas o conjunto de políticas que poderia tornar democrática a passagem desses estudantes pela Universidade, ou seja, colocá-los em pé de igualdade para progredir em seus estudos, não está na prioridade orçamentária dos dirigentes dessa Universidade.
Reconhecemos o avanço da implementação da PROAE em 2006 a partir da mobilização do movimento estudantil, porém é necessário potencializar a sua capacidade de articulação e de movimentação político-administrativa.
Nas diversas situações onde precisamos ocupar a Reitoria quando o teto da residência Universitária 3 caiu ou quando a tubulação de água da Residência 1 estourou, e até mesmo quando pressionávamos a Reitoria pela abertura do RU Ondina sempre ecoava o discurso do “é melhor do que nada” por parte da administração Central. Diziam-nos que o que tínhamos era o necessário para permanecer na Universidade e que havia muitos estudantes morando na periferia ou vindos do interior que não tinham nenhum auxílio ou bolsa, e que os que tinham algum benefício deveriam “levantar as mãos ao céu e agradecer”. Essa política reducionista permeou durante muitos anos na UFBA, justificado também pela dificuldade de mobilização do Movimento Estudantil nesse período.
Outra argumentação utilizada pela Pró-reitoria de Assistência Estudantil (PROAE) era a inexistência de recursos financeiros sempre que propúnhamos a melhoria nas condições de permanência, por exemplo: construção de mais Residências Universitárias, abertura do Restaurante Universitário com pontos de distribuição nos campus da UFBA, reimplantação do BUSUFBA, revitalização da creche, entre outros. Acontece que nossas reivindicações sempre foram as mesmas durante muitos anos e sempre o orçamento destinado a Assistência Estudantil foi ínfimo comparado com a demanda dos estudantes.
Por isso, nós da chapa “Primavera nos dentes” entendemos a necessidade de se garantir no orçamento da Universidade Federal da Bahia o valor de 15% para Assistência Estudantil, de modo que esse valor seja fixo e possa atender essa demanda crescente devido à expansão da Universidade. Cobraremos da nova gestão da Reitoria que coloquem a Assistência Estudantil como prioridade, se dispondo a dialogar com o Movimento Estudantil sobre suas reais necessidades e inovar quanto a criação de uma Residência Universitária para pós-graduação, auxílio transporte para estudantes dos bairros periféricos e divulgar de forma clara e abrangente os serviços e bolsas oferecidos pela PROAE, entre outras ações.
Nos referenciamos para defesa dos 15% para Assistência Estudantil no modelo da Universidade Federal de Santa Maria-RS, a qual destina cerca de 28% de seu orçamento para atender estudantes com vulnerabilidade socioeconômica, sendo considerada modelo nacional em Assistência. O estudante não quer participar de lutas onde a todo momento são “atiradas palavras ao vento”, lançando propostas sem possibilidades reais e sim se baseiam em situações concretas às quais suas condições sociais de vida estão sujeitas.
No intuito de propor de forma elaborada projetos e novas alternativas, defendemos de construir o FÓRUM DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL. Esse Fórum deve ter a capacidade de planejar as ações da PROAE e atuar de forma institucionalizada de modo a garantir que as formulações desse espaço sejam realmente efetivadas. Temos consciência que isso só será possível a partir da intervenção organizada de nós estudantes, para assim conseguirmos tirar muitas das deliberações do “papel”. Fazemos um chamado na construção de uma Política de Assistência Estudantil de Verdade para UFBA.
Nenhum comentário:
Postar um comentário