A reestruturação acadêmica advinda da adesão da UFBA ao REUNI tomou forma centralmente nos Bacharelados Interdisciplinares (BIs). Esta nova modalidade de graduação viria para dar uma visão e formação mais interdisciplinar e generalizada aos ingressos na UFBA. Dessa forma, os BIs abrem duas perspectivas: do movimento de educação em geral, que sempre lutou por uma formação menos disciplinar e alienante; e do mercado de trabalho, que exigia cada vez mais um profissional mais flexível, e dominador de várias áreas do conhecimento.
Dentro do BI, os alunos tem a opção de cursar uma Área de Concentração, para depois sair com seu diploma de BI com caráter terminal, prosseguir para o Curso de Progressão Linear (CPL), ou para a pós-graduação. O processo de entrada para as Áreas de Concentração, porém, pode se transformar num funil a depender das áreas de concentração oferecidadas e da demanda de alunos, antecipando uma disputa que se repetiria quando da passagem do BI para o CPL.
O movimento estudantil da UFBA deve trabalhar de forma unificada para atingir dois objetivos:
a) que as vagas nas áreas de concentração estejam disponíveis para todos, assim como a passagem para o CPL ou para a Pós. Estamos num momento em que a primeira turma entrará nas áreas de concentração, logo, é fundamental que todos os colegiados queoferecem cursos nas áreas de concentração da UFBA estejam preparados para as/os estudantes dos BI’s. Para isso, é preciso que a discussão sobre a reestruturação acadêmica saia dos muros do IHAC e ganhe toda a universidade. É preciso que as outras Unidades Universitárias e Colegiados se sintam parte dessa reestruturação construindo não só as áreas de concentração para atender à grande demanda dos alunos dos BIs como também da estruturação dos BIs em si. A reestruturação acadêmica é da UFBA não de um setor ou unidade, sua discussão e construção deve ser transversal.
b) que para definir o critério de seleção para as áreas de concentração, o CPL, ou a pós, haja o mínimo de clima de concorrência. Este clima não é nem um pouco saudável para a nossa formação. Se os BIs desafogaram a concorrência do vestibular para os cursos mais concorridos, tendo essa concorrência um recorte de classe e raça nítido, esta não pode ser transferida para dentro da universidade. Assim, o processo de seleção deve garantir as ações afirmativas, a eqüidade de oportunidades e direitos, pensando em critérios que superem aqueles puramente meritocráticos, que em seu limite, são elitistas e vão na contra-mão da proposta de expansão e democratização da universidade. O horizonte deve ser sempre o de não concorrência e vaga para todos.
Para solucionar essas questões é preciso retomá-lo como assunto que diz respeito à toda a universidade. A reestruturação acadêmica é de toda UFBA. Esses objetivos, apesar de serem de longo prazo, estão na ordem do dia, uma vez que as discussões sobre o futuro dos BIs (e da UFBA) já estão em pauta. Dessa forma, é preciso construir um fórum institucionalizado com todos os setores que compõe a comunidade universitária, abrindo o debate, ainda fechado ao IHAC e poucas unidades, para o resto da universidade e chamando a administração central para a sua responsabilidade. Esse fórum deve ter o caráter formulador e consultivo na proposição do aperfeiçoamento curricular historicamente defendido pelos movimentos sociais. Essa é a tarefa de uma Universidade socialmente referenciada e a ela nos dirigimos de forma propositiva no intuito de aprimora- la.
Dentro do BI, os alunos tem a opção de cursar uma Área de Concentração, para depois sair com seu diploma de BI com caráter terminal, prosseguir para o Curso de Progressão Linear (CPL), ou para a pós-graduação. O processo de entrada para as Áreas de Concentração, porém, pode se transformar num funil a depender das áreas de concentração oferecidadas e da demanda de alunos, antecipando uma disputa que se repetiria quando da passagem do BI para o CPL.
O movimento estudantil da UFBA deve trabalhar de forma unificada para atingir dois objetivos:
a) que as vagas nas áreas de concentração estejam disponíveis para todos, assim como a passagem para o CPL ou para a Pós. Estamos num momento em que a primeira turma entrará nas áreas de concentração, logo, é fundamental que todos os colegiados queoferecem cursos nas áreas de concentração da UFBA estejam preparados para as/os estudantes dos BI’s. Para isso, é preciso que a discussão sobre a reestruturação acadêmica saia dos muros do IHAC e ganhe toda a universidade. É preciso que as outras Unidades Universitárias e Colegiados se sintam parte dessa reestruturação construindo não só as áreas de concentração para atender à grande demanda dos alunos dos BIs como também da estruturação dos BIs em si. A reestruturação acadêmica é da UFBA não de um setor ou unidade, sua discussão e construção deve ser transversal.
b) que para definir o critério de seleção para as áreas de concentração, o CPL, ou a pós, haja o mínimo de clima de concorrência. Este clima não é nem um pouco saudável para a nossa formação. Se os BIs desafogaram a concorrência do vestibular para os cursos mais concorridos, tendo essa concorrência um recorte de classe e raça nítido, esta não pode ser transferida para dentro da universidade. Assim, o processo de seleção deve garantir as ações afirmativas, a eqüidade de oportunidades e direitos, pensando em critérios que superem aqueles puramente meritocráticos, que em seu limite, são elitistas e vão na contra-mão da proposta de expansão e democratização da universidade. O horizonte deve ser sempre o de não concorrência e vaga para todos.
Para solucionar essas questões é preciso retomá-lo como assunto que diz respeito à toda a universidade. A reestruturação acadêmica é de toda UFBA. Esses objetivos, apesar de serem de longo prazo, estão na ordem do dia, uma vez que as discussões sobre o futuro dos BIs (e da UFBA) já estão em pauta. Dessa forma, é preciso construir um fórum institucionalizado com todos os setores que compõe a comunidade universitária, abrindo o debate, ainda fechado ao IHAC e poucas unidades, para o resto da universidade e chamando a administração central para a sua responsabilidade. Esse fórum deve ter o caráter formulador e consultivo na proposição do aperfeiçoamento curricular historicamente defendido pelos movimentos sociais. Essa é a tarefa de uma Universidade socialmente referenciada e a ela nos dirigimos de forma propositiva no intuito de aprimora- la.
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